RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2018

Durante o ano de 2018, o IPRC desenvolveu as suas actividades em estreita colaboração com a Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE), mantendo-se os princípios constantes do protocolo assinado em 2007 pelas duas instituições. Assim, a grande maioria das iniciativas tiveram organização conjunta, se bem que com uma diferente distribuição de tarefas, de acordo com as características de cada uma das associações médicas. Neste contexto a APAPE centraliza em geral a vertente científica dos eventos, assumindo o IPRC os seus aspectos logísticos e de gestão financeira, para os quais está mais habilitada, dado o seu estatuto de autonomia, a disponibilidade de instalações próprias e de um secretariado dedicado, o que lhe confere nestas aspectos maior eficiência e flexibilidade.


DIRECÇÃO E SECRETARIADO

O IPRC manteve a sua sede no centro empresarial “Lagoas Park” Ed. 8, que dispõe de excelentes condições para a realização das suas actividades.

O funcionamento do Instituto é assegurado pelo Presidente da Direcção, dispondo do apoio de uma Secretária e da colaboração pontual do Vice-presidente, assim como de alguns sócios que asseguram aspectos parcelares das actividades da associação.
A Secretária da Direcção, para além da utilização regular e manutenção das instalações e mobiliário, responsabiliza-se pelo material de escritório e pelo funcionamento da rede informática, assegurando regularmente a reposição dos consumíveis. Faz parte das suas funções, sempre que necessário, os contactos com a administração do centro empresarial, a fim de garantir os serviços que competem a esta entidade, como é o caso da portaria, limpeza das instalações, fornecimento de água, electricidade, ar condicionado, reparações e segurança.

O secretariado tem ainda a seu cargo o estabelecimento dos contactos necessários para o funcionamento do instituto, nomeadamente na organização de eventos, com múltiplas interacções com fornecedores, firmas da indústria, médicos e outros profissionais de saúde. Assegura os contactos telefónicos e a recepção/envio de correspondência por via postal ou electrónica, assim como a organização e manutenção dos arquivos e ficheiros. Outra actividade fundamental do secretariado é assegurar quotidianamente as operações da contabilidade do instituto, sob orientação de uma empresa profissional desta área.
O Presidente do IPRC coordena de forma regular toda a actividade do instituto, assegurando a coordenação da parte organizativa e logística dos eventos, os contactos externos e a manutenção do portal da internet. Para este efeito, desloca-se à sede em geral pelo menos duas tardes por semana e sempre que necessário para as diversas reuniões organizativas, sessões de formação ou outras actividades.

Durante o ano de 2018, o Instituto manteve os serviços de um advogado (Dr. Luís Macedo), com o qual formalizou uma avença que garante um apoio jurídico permanente  e que se tem mostrado muito útil na gestão de diversos aspectos da sua actividade

Foram realizadas as Assembleias Gerais Ordinárias previstas nos Estatutos, tendo sido discutidos e aprovados, entre outros itens, o Relatório e Plano de Actividades, assim como o Orçaments e Contas.

A contabilidade continua a ser assegurada pela firma J. Patrocínio Ld.ª com a qual o Instituto mantém intercâmbio regular, com envio mensal de toda a documentação deste sector e incluindo reuniões periódicas do seu responsável com o presidente do IPRC para acompanhamento das contas e elaboração dos orçamentos anuais, a ser aprovados pelo Conselho Fiscal.



REUNIÕES CIENTÍFICAS

Reuniões anuais de arritmologia

A reunião anual “Arritmias 2018” foi realizada, como tem sido habitual desde há anos no Hotel Cascais Miragem, tendo tido lugar a 16 e 17 de Fevereiro.

A sua organização tinha sido iniciada em meados de 2017, prolongando-se pelo mês de Janeiro e início de Fevereiro de 2018. A Comissão Organizadora, integrando elementos das Direcções da APAPE e do IPRC, teve como primeiras missões a escolha da data e local da reunião e o anúncio da sua realização dirigida aos profissionais de saúde e à indústria, concentrando-se depois na elaboração do programa, para o que reuniu por diversas vezes na sede do IPRC.

O IPRC centralizou a organização e logística da reunião, com o apoio de uma firma especializada na produção de eventos (Xarm, promoção de eventos), tendo assegurado a coordenação de múltiplos aspectos organizativos – contratação e contactos com a administração do hotel, decoração das salas e espaços da exposição técnica, meios audiovisuais, elaboração da imagem gráfica da reunião e sua aplicação a telas, cartazes, programas, menus e certificados, secretariado local e serviço de hospedeiras, refeições e coffe-breaks, coordenação da lista de participantes, viagens aéreas e transfers dos convidados estrangeiros, etc.

O Presidente do IPRC coordenou diversos aspectos da organização da reunião, nomeadamente a selecção da imagem gráfica, o arranjo dos espaços, a selecção dos menus, etc. Assegurou pessoalmente os contactos com os representantes da indústria, acordando com eles os pormenores da participação de cada casa, nomeadamente o aluguer de espaços na exposição técnica, a realização de simpósios satélite ou o apoio à participação de prelectores e moderadores. Centralizou ainda, com ajuda do secretariado localizado na sede do IPRC, a gestão das listas de inscrições, o apoio às deslocações dos convidados estrangeiros e o alojamento dos participantes. Foi por fim o responsável pela gestão financeira da reunião, tendo superintendido os pagamentos ao hotel e à firma de eventos, assim como a facturação referente a todas as despesas e apoios por parte da indústria.

A organização da reunião de 2018 revestiu-se de aspectos diferentes das anteriores, relacionados sobretudo com o impedimento da indústria de dispositivos de inscrever ou alojar médicos ou outros profissionais se saúde. Daqui resultou a necessidade de ser a própria organização a proceder aos convites e assegurar as inscrições, coordenando ainda o alojamento no hotel dos participantes provenientes de outros pontos do país. Isto representou um grande acréscimo de trabalho administrativo, incluindo a necessidade de contactar todos os centros de arritmologia e de negociar previamente com a indústria o apoio financeiro necessário para que a reunião pudesse vir a ter lugar, com base numa estimativa de custos.

Apesar destas dificuldades foi contabilizado um número record de inscrições, que alcançou os 312 participantes, essencialmente médicos (arritmologistas, internos de cardiologia e cardiologistas gerais), técnicos de cardiopneumologia e enfermeiros dedicados a esta área. A reunião contou com 72 participantes activos (faculty), entre prelectores, moderadores e membros de painéis, que totalizaram 60 médicos (incluindo 8 convidados estrangeiros) e 12 técnicos cardiopneumologistas ou enfermeiros.
Os grandes temas da reunião foram as “Novidades no manejo das arritmias ventriculares”, o “Impacto clínico da ablação da fibrilhação auricular (FA)”, as “Complicações neurológicas desta arritmia”, a “Relação entre a apneia do sono e as arritmias cardíacas”, o “Papel das diversas técnicas de imagem na arritmologia de intervenção” e o “Impacto dos dispositivos electrónicos implantáveis na insuficiência cardíaca”.

O programa incluiu uma série de sessões conjuntas com outras sociedades científicas, nomeadamente com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) que foi representada pelo seu presidente, o qual indicou os participantes brasileiros e co-moderou a mesa, cujo tema foi “Arritmias Ventriculares em Foco – novas realidades”.

Seguiram-se ainda no primeiro dia da reunião sessões conjuntas com o “Grupo de Estudos de Trombose e Plaquetas” e o de “Cardiologia Nuclear, RMN e TC”. No sábado a manhã iniciou-se com uma sessão conjunta com a “European Heart Rhythm Association (EHRA)”, que se debruçou sobre “O contributo das associações nacionais para a diversidade e o conhecimento na Europa no campo da arritmologia”; por fim, teve lugar uma sessão conjunta, esta com a “Sociedade Portuguesa de Pneumologia”. Para além das sessões conjuntas realizou-se ainda mais uma mesa redonda médica sobre “Ablação da FA” e duas mesas dos técnicos e enfermeiros de cardiopneumologia subordinadas ao tema geral “Tecnologia e suporte clínico”.
As duas conferências que integraram o programa foram atribuídas a dois convidados estrangeiros: assim o presidente-eleito da EHRA, Hein Heidbuchel falou das “Recomendações de Classe I em Arritmologia”, enquanto Paolo Della Bella abordou as “Novas fronteiras no tratamento da taquicardia ventricular”.

O primeiro tempo da manhã de 6ª feira foi preenchido por uma das habituais sessões “Temas em foco”, compreendendo um painel de discussão que integrava arritmologistas e cardiologistas gerais, em que se discutiram vários aspectos do tema “Dispositivos Cardíacos Electrónicos Implantáveis: Impacto na Insuficiência Cardíaca”, sendo a discussão dinamizada pelos coordenadores com base em perguntas respondidas com recurso a televoter. A sessão, largamente concorrida, suscitou como nos anos anteriores intensa discussão entre os moderadores e os elementos do painel.

O programa incluiu como habitual uma controvérsia, este ano sobre “Ablação de TV em cardiopatia estrutural: timming ideal”, assim como a sessão de Casos Clínicos, que em relação aos anos anteriores teve a diferença dos casos serem seleccionados por concurso entre as diversas propostas, previamente seleccionadas por um Júri (das 16 propostas que concorreram foram seleccionadas as 6 que vieram a ser apresentadas na sala 2 perante um numeroso público). Foi atribuído um prémio aquela que foi considerada a melhor apresentação.

Como habitual foi organizada uma exposição de posters, utilizando-se de novo a metodologia electrónica, com apresentação em écrans de larga dimensão, tendo sido incluídas 32 comunicações. No final da reunião foi atribuído o prémio para o melhor poster (prémio Medtronic), seleccionado por um júri nomeado para o efeito pela Comissão Organizadora. Para terminar a reunião foram apresentados os registos de electrofisiologia e de pacing referentes a 2017, pelos correspondentes Vice-presidentes da APAPE.
As casas de dispositivos médicos e laboratórios clínicos participaram na reunião a nível da exposição técnica, que incluiu nove stands, tendo três casas optado por hospitality-suites. Foram organizados dois simpósios da indústria (Biotronic e Abbott Medical), que tiveram lugar no final das duas manhãs da reunião, na sala 1.

A reunião contou com o patrocínio das seguintes entidades: Bayer Portugal, Biosense Webster/Johnson & Johnson, Biotronik Portugal, Boehringer-Ingelheim, Boston Scientific, Bristol-Myers Squibb/ Pfizer, LivaNova, Medtronic Portugal, Abbott Medical e Daiichi Sankyo Portugal.

A partir de Julho de 2018 foi iniciada pela APAPE e IPRC a organização da reunião internacional de 2019 (designada por “Arritmias 2019”). Foi decidido manter a reunião uma vez mais no Hotel Cascais Miragem, apesar do significativo aumento dos preços. Foram definidos pelas Direcções da APAPE e IPRC o novo preço das inscrições e dos espaços na exposição técnica. Foram enviados pelo IPRC cartas a todos os laboratórios e firmas de dispositivos que operam em Portugal, anunciando a reunião, data, localização e preços e convidando-os a participar. Foi nomeada pelas Direcções das duas associações a Comissão Organizadora do Arritmias 2019 que englobou membros de ambas as Direcções, e que reunião por diversas vezes na sede do IPRC para definir as suas regras, elaborar o programa científico, e definir a estratégia para anunciar a reunião no site do IPRC e órgãos da Sociedade Portuguesa de Cardiologia. sido anunciada aos sócios ou através de mails enviados a um grupo alargado de Cardiologistas que se têm dedicado a esta área da Cardiologia.

Foi avaliado o impacto das novas regras introduzidas pelo Ministério da Saúde no início de 2017 (Decreto-Lei n.º 5/2017, de 6 de Janeiro) assim como das entrada em vigor a 1 de Janeiro de 2018 do “Code of Ethical Business Practice” da MedTech Europe, tendo-se aproveitado a experiência do ano anterior para se fazer as adaptações necessárias para a preparação da nova reunião. Pareceu-nos que tínhamos conseguido minimizar os estragos resultantes da nova situação, conseguindo manter o mesmo nível de apoio financeiro das casas da Indústria e organizar uma reunião em 2018 que bateu recordes de assistência e manteve ou mesmo superou os níveis científicos das anteriores.

Tendo aproveitado o facto de a EHRA ir realizar a usa reunião científica anual em Portugal mantivemos contactos que a respectiva Direcção decidindo associar as duas reuniões de modo a beneficiar da sinergia conseguida. Adiámos assim a nossa reunião para 15 e 16 de Março de modo a ficar adjacente ao Congresso da EHRS, realizado na FIL de Lisboa de 17 a 19 de Março de 2019.

No final de Novembro foi realizada na sede do IPRC a habitual reunião com a Indústria, em que foi apresentada a reunião e escolhidos os espaços da exposição técnica. No final do ano estavam definidos os principais aspectos da organização a reunião, que garantiu o apoio de pelo menos as mesmas casas da indústria que participaram na reunião anterior.


Reunião Anual da Área de Pacing

No dia 26 de Maio de 2018 teve lugar na sala de reuniões do Axis Hotel de Viana do Castelo, a Reunião Anual dos Centros de Pacing, como habitualmente uma organização conjunta da APAPE e do IPRC. A reunião foi presidida pelo Prof. Mário Oliveira, presidente da APAPE e pelo Dr. Daniel Bonhorst, presidente do IPRC. O Dr. Victor Sanfins, Vice-presidente da APAPE para a Área de Pacing foi o principal responsável pela coordenação científica e elaboração do programa, tendo o secretariado e a logística sido centralizados pelo IPRC, com o apoio da empresa de eventos Xarm.

A reunião teve 60 inscrições, tendo estado representados a maioria dos centros nacionais de pacing, com o habitual apoio das cinco firmas da Indústria de dispositivos médicos que se dedicam a esta área, os quais se fizeram representar por membros dos seus corpos gerentes e elementos dos respectivos staffs.

O programa científico a exemplo do ano anterior foi monotemático, tendo-se centrado no tema “Inovação em dispositivos electrónicos cardíacos implantáveis”, assunto que foi abordado nas suas diversas vertentes.

Assim, da parte da manhã, tiveram lugar duas Mesas Redondas, focando respectivamente a “Optimização da Implantação de Dispositivos” e a “Selecção de Doentes para os Novos Dispositivos”. Entre as duas mesas teve lugar uma conferência sobre “Como Melhorar a Segurança e Eficácia na Extracção de Dispositivos”, baseada nos slides cedidos pela consagrada especialista no tema, cardiologista do Hospital Universitário de Pisa, Dr.ª Maria Grazia Bongiorni, que não pôde estar presente por motivos de saúde, vindo a conferência a ser proferida por um dos moderadores da mesa, o Dr. Bruno Valente, do Hospital de Santa Marta em Lisboa.

A parte da tarde iniciou-se com uma nova conferência “Como Resolver as Complicações da Inovação?” proferida pelo Dr. João de Sousa do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Seguiu-se uma sessão especial, da responsabilidade de cinco jovens cardiologistas, abordando o tema “O que esperar nos próximos cinco anos” que, com base em dados fornecidos pelas cinco casas da indústria apoiantes da reunião, faziam uma previsão da evolução tecnológica dos diversos tipos de dispositivos no futuro próximo. Seguiu-se uma discussão dos temas com a participação de um painel de arritmologistas.

A reunião terminou com a apresentação da experiência na colocação de dispositivos electrónicos cardíacos no Hospital de Santa Luzia em Viana do Castelo (Unidade Local da Saúde do Alto Minho), proferida pelo Coordenador da Unidade e Director do Serviço de Cardiologia, Dr. Carlos Mateus. Este novo centro de pacing teve assim a oportunidade de divulgar publicamente os seus meios técnicos e recursos humanos, assim como as suas casuísticas desde que iniciou este tipo de actividade.


Reunião Anual de Electrofisiologia

No dia 1 de Dezembro de 2018 no Hotel Montado, em Setúbal, teve lugar a Reunião de Electrofisiologia de 2018, como sempre uma organização conjunta da APAPE e do IPRC. O programa foi elaborado por uma comissão que integrou elementos das duas Direcções, tendo o secretariado e a logística sido centralizados pelo IPRC, com o apoio da empresa de eventos Xarm e da responsável pelo centro local, Dr.ª Leonor Parreira.

A reunião teve 74 inscrições, tendo estado representados todos os centros nacionais de electrofisiologia, com o habitual apoio das seis firmas da Indústria de dispositivos médicos ou outros materiais de electrofisiologia, os quais se fizeram representar por membros dos seus corpos gerentes e elementos dos respectivos staffs.

O programa científico foi monotemático, abordando como tema geral a “Terapêutica Ablativa na Fibrilhação Auricular”, que foi desenvolvido nos seus dois aspectos: “Impacto Prognóstico” e “Optimização da sua Segurança e Benefício”.
Da parte da manhã tiveram lugar duas Mesas Redondas, focando a primeira a “Qualidade e Segurança da Ablação de Fibrilhação Auricular” abordando aspectos como a selecção dos doentes, as práticas da anticoagulação, a importância do mapeamento tridimensional, o papel da anotação automática e a prevenção, diagnóstico e tratamento das lesões esofágicas; a segunda mesa focou o “Impacto Prognóstico da Ablação da Fibrilhação Auricular”, analisando detalhadamente os estudos clínicos mais recentes sobre os resultados deste procedimento.

A tarde foi preenchida por uma sessão em moldes diferentes do habitual em que a discussão do tema “Decisões na Ablação da FA” foi lançada por duas curtas apresentações iniciais, uma focando os aspectos técnicos do procedimento e a segunda debruçando-se sobre a sua segurança; o debate foi então implementado entre os responsáveis de quatro dos grandes centros nacionais de electrofisiologia, promovendo a ampla discussão de questões mais controversas, dos aspectos metodológicos de carácter prático, estendendo-se depois a polémica a intervenções ou questões colocadas pelo público que assistia á reunião.
A sessão final focou outro aspecto importante e controverso da ablação da FA que foi a utilização de sedo-analgesia durante o procedimento, discutindo-se os vários graus necessários para o bem-estar e segurança do doente e a questão sobre a necessidade ou não da presença de um anestesista nalguns ou em todos os casos; foi convidada para assistir à sessão uma anestesista com larga experiência no apoio a procedimentos de ablação, que participou activamente na discussão do tema.


Registos Nacionais



O IRC apoiou a recolha e tratamento dos dados dos registos nacionais referentes a 2017, centralizados pelos Vice-Presidentes da APAPE para o Pacing e para a Electrofisiologia.

Para esse efeito, foi solicitado a todos os centros o fornecimento dos dados dos seus doentes, colhidos através de uma plataforma informática entretanto criada, contemplando todos os dados importante para se poder avaliar do ponto de vista estatístico a panorâmica da actividade nacional nestes campos.

Foi entretanto redigido um artigo relativo ao “Registo Nacional de Eletrofisiologia Cardíaca (2015 / 2016) National Registry of Cardiac Electrophysiology (2015/2016), tendo sido autores ao Drs Helena Sousa; Daniel Bonhorst e Hipólito Reis, que foi submetido para publicação na Revista Portuguesa de Cardiologia, aguardando aprovação pelos respectivos editores.

PROJECTOS DE INVESTIGAÇÃO

Estudo Síncrone

Durante o ano de 2018 o texto do Estudo Síncrone, submetido para publicação na Revista Portuguesa de Cardiologia em Setembro de 2017, foi apreciado pelos Editores que os enviaram para apreciação pelos peritos e após a introdução de algumas modificações por eles propostas foi finalmente aceite para publicação, tendo no final do ano sido enviadas para nossa apreciação as provas finais, devendo o artigo ser pulicado nos primeiros meses de 2019.

Bolsas de Formação

Na sequência da abertura das candidaturas para uma bolsa bianual de formação em electrofisiologia cardíaca por iniciativa da APAPE e do IPRC surgiram duas propostas, tendo o Júri estatutariamente constituído pelos dois últimos presidentes da APAPE e pelo presidente do IPRC (que presidirá), apreciado as candidaturas, tendo a vencedora sido anunciada durante a reunião Arritmias 2018. Desde o início de Abril de 18 a nova bolseira iniciou o seu estágio que decorrerá durante os próximos dois anos, supervisionada pelo IPRC.

Na sequência da reformulação da Bolsa Luso-brasileira, encabeçado pelo IPRC e Sobrac, estagiou num centro português durante o ano de 2018, uma médica brasileira tendo decorrido durante o ano os procedimentos para a atribuição de uma segunda bolsa, tendo sido indicado pela Sobrac o médico brasileiro que deverá vir estagiar em Portugal durante o ano de 2019.


Apoio bibliográfico

O IPRC manteve em 2018 o seu serviço de apoio bibliográfico disponibilizadas cópias dos respectivos artigos científicos aos seus sócios, aos sócios da APAPE e a outros cardiologistas diferenciados em arritmologia. No âmbito deste serviço, o IPRC assina anualmente um certo número de revistas de referência essencialmente da sua área de actividade, cuja lista é publicada no seu site.

Tendo os sócios do IPRC acesso às palavras passe, não é possível monitorizar o número de consultas, que, no entanto, nos parece ser significativo. Pretende-se estender a divulgação deste serviço junto dos sócios da APAPE, anunciando esta iniciativa no respectivo microsite.


Patrocínios científicos

O IPRC manteve-se disponível para patrocinar iniciativas científicas da sua área que lhe sejam propostas desde as reconheça como idóneas. Assim, manteve em 2018 o seu patrocínio científico ao programa de Desfibrilhadores Externos Automáticos (DEA) de Guimarães, centralizado pelo Dr. Vítor Sanfins e apoiado Rotary Clube de Guimarães, o primeiro a ser implementado oficialmente no país após a publicação da legislação nesta área.


Site do IPRC

Em 2018, com a colaboração da web-designer Vanessa Krithinas, o site do IPRC manteve a sua imagem gráfica tendo sido atualizados regularmente os seus conteúdos nomeadamente a informação relativa às reuniões em que o IPRC interveio, assim como a divulgação da actividade científica nacional no campo das arritmias através da rubrica “Arritmologia Portuguesa no Mundo”, em que se coligiu de forma sistemática a participação em temas de aritmologia de autores portugueses em reuniões internacionais do seu âmbito. Tem-se tentado obter dados sobre as publicações dos centros nacionais de arritmologia em revistas estrangeiras de referência, o que não tem sido possível por falta de colaboração dos centros de aritmologia


Disponibilização das instalações

Durante o ano de 2017, a sede do IPRC foi utilizada para as reuniões relacionadas com as suas actividades correntes, nomeadamente das comissões organizadores de eventos como a reunião anual “Arritmias” ou as reuniões de pacing e electrofisiologia.

Como habitual, teve lugar na sede do IPRC em Novembro a reunião com a indústria para apresentação da reunião “Arritmias 2019” e escolha dos espaços na exposição técnica.

O IPRC manteve a disponibilização das suas instalações para a realização de reuniões da indústria ou das unidades de arritmologia que o desejarem, mas o espaço continua subaproveitado.


Relações com outras instituições

Para além da relação privilegiada com a APAPE, o IPRC manteve ligações com a “Fundação Portuguesa de Cardiologia – Secção Norte” e com a Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDIs (APPPC), tendo elementos da direcção desta última sido convidados pela Direcção do IPRC para estarem presentes na reunião “Arritmias 2017”.