PLANO DE ACTIVIDADES 2019

Tal como em 2018 a actividade do IPRC em 2019 estará previsivelmente condicionada palas alterações introduzidas pelo Ministério da Saúde em 2017 (Decreto-Lei n.º 5/2017, de 6 de Janeiro) e pela entrada em vigor em 2018 do “Code of Ethical Business Practice” da MedTech Europe, entidade que representa a Indústria de Manufactura dos dispositivos médicos que operam na Europa. Estas directivas vieram alterar substancialmente as condições para a realização das reuniões médicas, impondo aos seus associados e indirectamente às Associações Médicas uma série de condições que vieram introduzir dificuldades acrescidas na organização de reuniões ou outros eventos médicos.

A experiência de 2018 permitiu contornar muitas dessas dificuldades, verificando-se actualmente uma situação mais ou menos estabilizada pelo que que diz respeito às relações entre as nossas Associações Médicas e a Indústria. Foi assim possível adaptarmo-nos aos novos condicionalismos para a realização das reuniões médicas, tendo as dificuldades ficado em grande parte resolvidas pelo estabelecimento de contratos com cada uma das casas da Indústria nos termos requeridos. Foi necessário por outro lado organizarmo-nos de modo a criar novas vias de contacto com médicos e outros profissionais de saúde pois as Associações Médicas passaram a ser os únicos interlocutores autorizados a convidar os profissionais de saúde para as suas reuniões, responsabilizando-se pela sua inscrição e se necessário pelo seu alojamento e deslocações. Isto representou um acentuado acréscimo do trabalho a que as associações se conseguiram adaptar com sucesso, não tendo estas dificuldades impedido que se verificasse um crescimento substancial do número de inscrições.

A experiência do ano anterior mostrou também ser possível cumprir as novas regras mantendo nas suas linhas gerais as características da reunião, nomeadamente o número e qualidade dos prelectores e moderadores, incluindo os convidados estrangeiros, o nível científico do programa e a categoria e boas condições do local da reunião, incluindo alojamento, salas de sessões, exposição técnica e espaços comuns.

Se em relação às reuniões a 2018 conseguimos chegar a acordo com as firmas de dispositivos médicos, cujo apoio se traduziu essencialmente na atribuição de uma bolsa (ou donativo), permitindo cobrir cabalmente as despesas das nossas organizações, a situação parece-nos ficar facilitada relativamente a 2019, pois bastará renovar os acordos estabelecidos no ano anterior, actualizando-os num ou noutro ponto e acordando com as casas a verba do donativo em consonância com o previsível aumento de custos que teremos suportar, sobretudo a nível das despesas com o Hotel.

Assim, para além da responsabilidade científica e elaboração do programa, a divulgação da reunião e os convites dirigidos aos profissionais de saúde manter-se-ão totalmente como encargos do IPRC e APAPE. Propormo-nos manter ou melhorar as condições que temos dado aos participantes e à Indústria permitindo que esta possa desenvolver as suas actividades promocionais e restantes aspectos da sua participação (stands, hospitality-suites, simpósios-satélite, etc).

Pretende-se relativamente às reuniões científicas de 2019 melhorar a sua divulgação junto dos colegas pela utilização da grande base de dados criada na organização da reunião de 2018 (nos termos do Regulamento Geral de Proteção de Dados), esforçando-nos em simultâneo para manter ou se possível melhorar a qualidade científica do seu programa.

Em relação às reuniões anuais de pacing e electrofisiologia, as adaptações na sua organização foram mais simples, pois a metodologia utilizada acabou por não diferir muito da dos anos anteriores, pelo que continuaremos a utilizá-la em 2019 (o IPRC elabora uma previsão dos custos e cobre as despesas, estabelecendo com as casas contratos pelos quais será ressarcida equitativamente pelas casas apoiantes, não sendo cobradas as inscrições nem envolvendo a Indústria nos convites aos médicos.

Para se adaptar a estas novas circunstâncias o IPRC tentará melhorar o seu trabalho a nível de secretariado com as adaptações necessárias a nível de meios materiais e se humanos. Será importante para alcançar estes fins melhorar a articulação entre o IPRC e a APAPE, tentando ultrapassar algumas dificuldades, sobretudo a nível de comunicação entre as duas instituições, que enfrentou no ano anterior algumas dificuldades. O IPRC disponibilizará mais uma vez a sua estrutura, nomeadamente a utilização da sua sede, incluindo os meios humanos e tecnológicos aí disponíveis, permitindo assegurar as necessidades acrescidas do secretariado das reuniões. Tentará assim articular-se melhor a coordenação das tarefas a serem cumpridos por uma e outra associação.

Neste contexto, da reunião anual – “Arritmias 2019 deverá manter-se com a principal iniciativa conjunta das duas instituições pretendendo ambas que ela se mantenha como a principal reunião nacional de arritmias e ponto de encontro de todos os profissionais de saúde que se dedicam a esta área da cardiologia. O encontro está agendado para 15 e 16 de Março de 2019, como habitual no Hotel Cascais Miragem, para uma data mais tarde do que habitual de modo a coordená-la com a organização do Congresso “EHRA 2019” da Associação Europeia de do Ritmo Cardíaco, que terá lugar no Centro de Congressos de Lisboa de 17 a 19 do mesmo mês.

A articulação entre as duas reuniões foi coordenada com a direcção do EHRA que teve a iniciativa de organizar a reunião em Portugal e que nos contactou no sentido de colaborarmos na sua organização tendo nós proposto a associação entre as datas das duas reuniões. Pareceu-nos vantajosa esta associação temporal entre as reuniões, pois, podendo facilitar a participação de convidados estrangeiros na nossa reunião, promovendo as associações nacionais a nível da Sociedade Europeia de Cardiologia, favorecendo o convite de prelectores e moderadores nacionais para o Congresso da EHRA e obtendo melhores condições para a inscrição de congressistas portugueses nessa reunião.

Os trabalhos preparatórios para o Arritmias 2019 reunião começaram em Setembro de 2018, sendo a Comissão Organizadora integrada por membros das direcções da APAPE e IPRC. A primeira tarefa foi a definição do programa científico, que está praticamente concluída, faltando apenas definir os nomes dos prelectores e moderadores.

Como nas reuniões dos anos anteriores, o IPRC mantem a centralização da parte organizativa da reunião, coordenando nomeadamente as relações com a Indústria e a logística da reunião, para o que conta com o indispensável apoio de uma firma de eventos especializada nesta área. A gestão do IPRC deverá abranger ainda, como habitual, a gestão dos aspectos económicos da reunião, o contrato e demais relações com o hotel, a organização dos espaços, incluindo as salas de sessões e a exposição técnica, o controlo dos secretariados central e local da reunião, a coordenação das listas de convidados e participantes, as refeições e coffe-breaks, a organização da sessão de posters, e ainda sob proposta da firma de eventos a definição da imagem gráfica da reunião e sua aplicação à decoração dos espaços, cartazes, programa e sinalizações.

No segundo semestre de 2019, o IPRC estará envolvido com a APAPE na organização da reunião conjunta de arritmias para 2020, integrando a sua Comissão Organizadora elementos das duas direcções, que procederão ao seu planeamento e divulgação, á elaboração do programa científico, aos aspectos logísticos e contactos com a indústria.

Manter-se-ão nas datas habituais as reuniões anuais de pacing e de electrofisiologia, definindo o IPRC conjuntamente com a APAPE todos os pormenores da sua organização. A reunião dos Centros de Pacing deverá manter-se em princípio num sábado próximo dos finais de Maio estando a ser ponderada a possibilidade da sua organização em 2019 nos Açores (Angra do Heroismo) com a colaboração dos aritmologias que trabalham no Arquipélado. A reunião de Electrofisiologia est+a agendada em princípio para finais de Novembro, não estando ainda definido o local.  O IPRC, como habitual, deverá participar na organização destas reuniões, integrando a sua comissão organizadora, colaborando na elaboração do programa, divulgando-o junto dos centros nacionais e a centralizando os aspectos logísticos das reuniões, incluindo a gestão das inscrições, reserva do local, a obtenção de apoios e contactos com a indústria.

Atendendo ao sucesso do workshop organizados nas vésperas de algumas reuniões de 2017 e 2018, o IPRC dará apoio a iniciativas do mesmo tipo ou a pequenos cursos pré-reunião no ano de 2019, pretendendo-se anexar sempre que possível às reuniões gerais e sectoriais previstas.

Na sequência dos minicursos organizados com sucesso nos anos anteriores na região de Lisboa ou do Porto, pretende-se em 2019 realizar mais um ou dois cursos do mesmo tipo, monomtemáticos para grupos de 10 a 12 pessoas e com o apoio de uma das casas de dispositivos médicos.

Relativamente aos projectos de investigação, na sequência dos estudos Fama e Síncrone (este último aceite, mas ainda em vias de publicação na Revista Portuguesa de Cardiologia), o IPRC está aberto a propostas de membros seus ou da APAPE para centralizar ou apoiar novos estudos multicêntricos, pondo à disposição dos investigadores dos seus meios logísticos ou informáticos.

A recolha e publicação dos dados dos registos anuais de electrofisiologia e pacing deverá continuar a ser centralizado pela APAPE, estando o IPRC disponível para dar o apoio necessário, quer nos contactos com os centros quer na disponibilização de secretariado e meios informáticos para se proceder à elaboração final dos registos e sua publicação.

A Direcção do IPRC vai manter durante o ano de 2019 o seu serviço de apoio bibliográfico, estando prevista uma revisão das revistas assinadas, focando-se exclusivamente nas áreas da arritmologia, electrofisiologia e pacing, nas quais se pretende ter uma bibliografia mais completa. Tendo os sócios do IPRC acesso às palavras passe, não é possível monitorizar o número de consultas, que, no entanto, parece ser significativo. Pretende-se melhorar a divulgação deste serviço junto de outros médicos, sobretudo dos sócios da APAPE (utilizando nomeadamente o respectivo mini-site).

O IPRC deverá manter actualizado o seu portal com a mesma formatação genérica, incluindo a divulgação das suas actividades incluindo o anúncio e resumo do conteúdo das suas reuniões e rubrica “A Arritmologia Portuguesa no Mundo”, que consideramos importante por ser o único meio entre nós em que se divulga de forma exaustiva a participação dos aritmologistas portugueses nas mais importantes reuniões internacionais, incluindo os conferencistas, participantes em simpósios, mesas-redondas ou debates ou ainda as comunicações orais ou em forma de poster.  Esta divulgação permite-nos aferir a dimensão actual da produção científica nesta área em Portugal.

Relativamente às publicações de centros portugueses nacionais em revistas internacionais indexadas, continuamos a não conseguir sensibilizar os centros para que nos enviem regularmente os seus dados, pelo que planeamos contactar em 2019 não só os responsáveis dos centros, mas também os outros elementos das equipas, para a importância de nos enviarem essa informação.

Insistiremos ainda na informação de médicos e doentes sobre a possibilidade de poderemos colocar questões, ou serem enviadas mensagens e outros textos através do nosso portal lamentando a sua escassa até agora.

O Instituto manter-se-á disponível para patrocinar, se tal for solicitado, reuniões científicas, cursos, simpósios ou outras iniciativas no âmbito da sua área de interesse, desde que considere terem validade científica para o efeito. Tal como desde há vários anos, o IPRC manter-se-á como patrocinador e consultor científico do Programa de Desfibrilhadores Externos Automáticos (DAEs) de Guimarães, ao qual continuará a dar o apoio que for necessário.

Relativamente às Bolsas de Formação em Electrofisiologia, as Direcções da APAPE e IPRC mantém a atribuição anual de uma bolsa de formação (com dois anos de duração), de acordo com o respectivo regulamento devendo em Dezembro de 2018 ser abertas as candidaturas, que deverão se seleccionadas por um Júri definido para o efeito, devendo os resultados ser anunciados no decurso da reunião “Arritmias 2019”.

O IPRC pretende manter as relações com a Fundação Portuguesa de Cardiologia, e com a Associação Portuguesa da Portadores de Pacemakers e CDIs, convidando membros seus para as nossas reuniões ou participando em iniciativas para as quais for convidado.

O IPRC continuará a disponibilizar as suas instalações, para além das suas próprias reuniões, para cursos, reuniões internas de centros de arritmologia, de outras associações médicas, estando a contactar algumas casas da indústria para estabelecer um protocolo para que elas possam utilizar o auditório para as suas reuniões internas ou quando tiverem necessidade de organizar pequenas reuniões médicas.