No dia 01 de Dezembro de 2018 no Hotel Montado, em Setúbal, teve lugar a Reunião de Electrofisiologia de 2018, organização conjunta da APAPE e IPRC. O programa foi elaborado por um comissão integrando elementos das duas Direcções, tendo o secretariado e a logística sido centralizados pelo IPRC, com o apoio da empresa de eventos Xarm e da responsável pelo centro local, Dr.ª Leonor Parreira.

A reunião teve 74 inscrições, tendo estado representados todos os centros nacionais de electrofisiologia, com o habitual apoio das seis firmas da Indústria de dispositivos médicos ou outros materiais de electrofisiologia, os quais se fizeram representar por membros dos seus corpos gerentes e elementos dos respectivos staffs.

O programa científico foi monotemático, abordando o tema Terapêutica Ablativa na Fibrilhação Auricular, que foi desenvolvido nos seus aspectos “Impacto Prognóstico” e “Optimização da sua Segurança e Benefício”.

Da parte da manhã tiveram lugar duas Mesas Redondas, focando a primeira o “Qualidade e Segurança da Ablação de Fibrilhação Auricular” abordando aspectos como a selecção dos doentes, as práticas da anticoagulação, a importância do mapeamento tridimensional, o papel da anotação automática e a prevenção, diagnóstico e tratamento das lesões esofágicas; a segunda mesa focou o “Impacto prognóstico da ablação da fibrilhação auricular”, analisando os estudos clínicos mais recentes sobre os resultados deste procedimento.

A tarde foi preenchida por uma sessão em moldes diferentes do habitual em que a discussão do tema “Decisões na ablação da FA” foi lançado em duas curtas apresentações iniciais, uma sobre aspectos técnicos do procedimento e a segunda sobre a sua segurança; o debate foi então implementado entre os responsáveis de quatro dos grandes centros nacionais de electrofisiologia, incluindo a discussão de questões controversas, de aspectos metodológicos de carácter prático, estendendo-se depois a polémica ao público que assistia á reunião.

A sessão final focou outro aspecto importante e controverso da ablação da FA que foi a utilização de sedo-analgesia durante o procedimento, discutindo-se os vários graus necessários para o bem-estar e segurança do doente e a necessidade da presença de um anestesista nalguns ou em todos os casos; foi convidada uma anestesista com larga prática no apoio a procedimentos de ablação para assistir à sessão e participar na discussão do tema.


PROGRAMA DA REUNIÃO DE ELECTROFISIOLOGIA