RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2017

Durante o ano de 2017, o IPRC manteve as suas actividades habituais, de acordo com os seus fins estatutários, uma vez mais em estreita colaboração com a Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE), em conformidade com o protocolo definido entre as duas instituições, tendo a grande maioria das iniciativas tido uma organização conjunta.

Assim, as duas associações compartilharam a em geral a vertente científica dos eventos, assumindo o IPRC os seus aspectos organizacionais, logísticos e de gestão financeira, para os quais está mais habilitada dado o seu estatuto de total autonomia, a disponibilidade de ter instalações próprias e de um secretariado dedicado, conferindo-lhe maior eficiência e flexibilidade.

Procurou-se ultrapassar as dificuldades económicas e as restrições que têm vindo a ser impostas ao apoio pela indústria das iniciativas médicas, procurando-se uma forma de manter a diversificação e qualidade das suas actividades.


DIRECÇÃO E SECRETARIADO

O IPRC manteve a sua sede no centro empresarial “Lagoas Park” Ed. 8, que apresenta excelentes condições para a realização das suas actividades quotidianas.

O funcionamento do Instituto é assegurado pelo Presidente da Direcção, com o apoio de uma Secretária de Direcção e a colaboração de alguns sócios em aspectos parcelares das suas actividades.
A Secretária da Direcção assegura a manutenção das instalações, material de escritório e rede informática; zela pela reposição dos consumíveis e mantém os contactos necessários com a administração do centro empresarial para assegurar os serviços que competem a esta entidade, nomeadamente de portaria, limpeza das instalações, fornecimento de água e electricidade, ar condicionado, reparações e segurança das instalações.

O secretariado tem a seu cargo por outro lado todos contactos necessários para o funcionamento do instituto, sobretudo no contexto da organização de eventos, que requer múltiplas interacções com fornecedores, firmas da indústria ligadas à medicina, médicos e outros profissionais de saúde. Assegura assim os contactos telefónicos e a recepção/envio de correspondência por via postal ou electrónica, cabendo-lhe ainda a organização e manutenção dos diversos arquivos e ficheiros do Instituto. Por fim, outra função importante do secretariado é a manutenção da contabilidade corrente, sob orientação de uma empresa profissional desta área contratada pelo Instituto.

O Presidente do IPRC coordena de forma regular a sua actividade, assegurando toda a parte organizativa e a logística dos diversos eventos, os contactos externos e a manutenção do portal da internet. Para este efeito, desloca-se à sede regularmente (duas tardes por semana) e sempre que necessário para reuniões organizativas, sessões de formação ou outras actividades.

Durante o ano de 2017, o Instituto teve de recorrer aos serviços de um advogado (Dr. Luís Macedo), a fim de obter um parecer jurídico sobre as implicações das alterações legislativas do âmbito do Ministério das Saúde / Infarmed introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 5/2017, de 6 de Janeiro relativos à concessão de benefícios aos médicos e outros profissionais de saúde e relações com a indústria de medicamentos e de dispositivos médicos.

Foram realizadas as Assembleias Gerais Ordinárias previstas nos Estatutos, tendo sido discutidos e aprovados entre outros pontos, o Relatório e Plano de Actividades, assim como o Orçaments e Contas.

A contabilidade é assegurada pela firma J. Patrocínio Ld.ª com a qual o Instituto mantém intercâmbio regular, incluindo reuniões periódicas do seu responsável com o presidente do IPRC para acompanhamento das contas e elaboração dos orçamentos anuais, aprovados como é obrigatório pelo Conselho Fiscal.


REUNIÕES CIENTÍFICAS

Reuniões anuais de arritmologia

A reunião anual “Arritmias 2017” foi realizada, a exemplo das anteriores, no Hotel Cascais Miragem, tendo tido lugar a 3 e 4 de Fevereiro.

A sua organização tinha sido iniciada em meados de 2016, prolongando-se em 2017 pelo mês de Janeiro e início de Fevereiro. A Comissão Organizadora, integrando elementos das Direcções da APAPE e do IPRC, teve como primeiras missões a escolha da data e local e o anúncio da reunião à indústria e aos profissionais de saúde, concentrando-se depois na elaboração do programa, para o que reuniu por diversas vezes na sede do IPRC.

O IPRC centralizou a organização e logística da reunião, com o apoio de uma firma especializada na produção de eventos, tendo assegurado a coordenação de múltiplos aspectos organizativos (contratação e contactos com a administração do hotel, decoração das salas e espaço da exposição técnica, meios audiovisuais, elaboração da imagem gráfica da reunião e sua aplicação a telas, cartazes, programas, menus e certificados, secretariado local e serviço de hospedeiras, refeições e coffe-breaks, coordenação da lista de participantes, viagens aéreas e transfers dos convidados estrangeiros, etc.).

O Presidente do IPRC coordenou múltiplos aspectos da organização da reunião, com o apoio da firma de eventos, nomeadamente a selecção da imagem gráfica, a decoração de espaços, a selecção dos menus, etc. Assegurou pessoalmente os contactos com os representantes da indústria, acordando com eles os pormenores da participação de cada casa, nomeadamente o aluguer de espaços na exposição técnica, a realização de simpósios satélite ou o apoio à participação de prelectores e moderadores. Centralizou ainda, com ajuda do secretariado do IPRC, a gestão das listas de inscrições, o apoio às deslocações dos convidados estrangeiros e o alojamento dos participantes. Foi por fim o responsável pela gestão financeira da reunião, tendo superintendido os pagamentos ao hotel e à firma de eventos, assim como a facturação referente aos apoios da indústria, tendo procedido ao apuramento das contas finais.

Foram contabilizadas 266 inscrições, sobretudo de médicos (arritmologistas, internos de cardiologia e cardiologistas gerais), mas também técnicos de cardiopneumologia e enfermeiros dedicados a esta área. A reunião contou com 88 participantes activos entre prelectores, moderadores e membros de painéis, que incluíram 77 médicos (incluindo 6 convidados estrangeiros), 8 técnicos cardiopneumologistas e 3 enfermeiros.

Os grandes temas da reunião foram a fibrilhação auricular, nos seus aspectos epidemiológicos e resultados da ablação, os recentes estudos sobre morte súbita e insuficiência cardíaca, os novos aspectos na utilização de dispositivos implantáveis, o mapeamento de alta definição, as arritmias no coração do atleta, os novos anticoagulantes orais, as arritmias na polineuropatia amiloidótica familiar e os novos conceitos sobre o bloqueio do ramo esquerdo.

O programa incluiu o Simpósio Luso-Brasileiro, realização conjunta com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) representada pela sua presidente, que indicou os participantes brasileiros e co-moderou a mesa. Tiveram lugar mais seis mesas redondas médicas, uma de técnicos cardiopneumologistas e uma conjunta de técnicos e enfermeiros. Destacamos a mesa relativa aos novos anticoagulantes orais, por ter sido uma sessão conjunta com o Grupo de Estudos de Trombose e Plaquetas da SPC e ainda duas outras mesas em que intervieram médicos representantes da Medicina Geral e Familiar e da Medicina Interna. Para além de uma conferência por um convidado estrangeiro (Dr.ª Caterina Bisceglia) e outra por um cardiologista nacional (Dr. Hipólito Reis), houve a habitual sessão de controvérsia assim como a apresentação e discussão de casos clínicos. A manhã do primeiro dia foi preenchida pelas sessões “Temas em foco”, compreendendo um painel de discussão integrando arritmologistas e cardiologistas gerais, em que foi discutido na primeira sessão o tema “Fibrilhação auricular (estudos epidemiológicos nacionais)” e na segunda a “Morte súbita e Insuficiência Cardíaca (experiência portuguesa e trials recentes)”, tendo a discussão sido dinamizada pelos coordenadores com base em perguntas respondidas com recurso a televoter. A sessão, largamente concorrida, suscitou tal como nos anos anteriores uma intensa discussão entre os moderadores e os elementos do painel.

Como habitual foi organizada uma exposição de posters, utilizando-se de novo a metodologia electrónica, com apresentação em écrans de larga dimensão, tendo sido incluídas 43 comunicações, número que uma vez mais excedeu o das reuniões anteriores. No final da reunião foi atribuído o prémio para o melhor poster (prémio Medtronic), seleccionado por um júri nomeado para o efeito pela Comissão Organizadora.

As Casas de Dispositivos Médicos e Laboratórios Farmacêuticos participaram na reunião a nível da exposição técnica, disponibilizando a maioria outros tipos de colaboração, como o apoio à deslocação dos convidados estrangeiros, a inscrição de participantes para além de outro tipo de apoios como as pastas do congresso, o sistema de televotação ou a tecnologia dos posters electrónicos. A exposição técnica incluiu sete stands, tendo duas casas optado por hospitality-suites. Foram organizados dois simpósios da indústria (St. Jude Medical e BMS/Pfizer), que tiveram lugar no final das manhãs na sala de sessões principal.
Durante o “Arritmias 2017” foi distribuído um jornal (NewsFarma) que compreendeu uma entrevista com o Presidente do IPRC e pequenos textos acerca dos temas de algumas das mesas, da responsabilidade de moderadores e/ou prelectores.

A reunião contou com o patrocínio das seguintes entidades: Bayer Portugal, Biosense Webster/Johnson & Johnson, Biotronik Portugal, Boehringer Ingelheim, Boston Scientific, Bristol-Myers Squibb/ Pfizer, LivaNova, Medtronic Portugal, St. Jude Medical.
A partir de Julho de 2017 foi iniciada pela APAPE e IPRC a organização da reunião internacional de 2018 (designada por “Arritmias 2018”). Foi decidido manter a reunião uma vez mais no Hotel Cascais Miragem, tendo as datas seleccionadas sido 16 e 17 de Fevereiro de 2017. Foram definidos pelas Direcções da APAPE e IPRC o preço das inscrições e dos espaços na exposição técnica, tendo sido enviadas pelo IPRC cartas a todos os laboratórios e firmas de dispositivos que operam em Portugal, anunciando a reunião, data, localização e preços e convidando-os a participar. Tendo sido escolhida pelas duas associações uma Comissão Organizadora englobando membros de ambas as direcções, esta reuniu por diversas vezes para elaborar o programa científico, tendo a reunião sido anunciada aos sócios no site do IPRC e órgãos da Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

Um problema importante que se colocou às Direcções do IPRC e APAPE em 2017 foram as alterações resultantes das orientações introduzidas pelo Ministério da Saúde no início de 2017 (Decreto-Lei n.º 5/2017, de 6 de Janeiro) e o anúncio, da entrada em vigor a 1 de Janeiro de 2018 do “Code of Ethical Business Practice” da MedTech Europe. Esta Associação integra as casas da indústria de dispositivos médicos, a qual por este meio vem impor aos seus associados e indirectamente às Associações Médicas uma série de condições que vêm alterar as respectivas relações, levantando dificuldades acrescidas na organização de reuniões ou outros eventos médicos.

O IPRC, em conjunto com a APAPE serão previsivelmente afectados pois, como é sabido, a realização dessas reuniões tem dependido em grande parte do apoio desse sector da Indústria, sobretudo ao providenciarem o convite a médicos, técnicos e outros profissionais da saúde que trabalham no sector da arritmologia, assegurando o pagamento a estas organizações das respectivas inscrições e em muitos casos alojamento.

O novo código ético da Associação Europeia das Casas da Indústria de Dispositivos Médicos (MedTech Europe) vem impedir a continuação dessa prática, proibindo às firmas suas associadas os convites a médicos e outros profissionais da saúde, incluindo inscrições, alojamento ou deslocações. A Indústria continua, no entanto, a poder apoiar financeiramente as reuniões organizadas por terceiros através de bolsas ou donativos, condicionada por algumas condições definidas no referido Código Ético, relativamente ao programa da reunião, à localização do evento e à conduta para com os inscritos, englobando aspectos como hospitalidade, transparência, gastos com deslocações, alojamento, refeições ou outras despesas. É assim permitida à Indústria a implementação durante as reuniões médicas de actividades promocionais, incluindo a utilização de espaços (stands, hospitality suites) ou a organização de simpósios-satélite.

Reagindo a esta situação os presidentes do IPRC e APAPE promoveram durante os meses de Setembro e Outubro de 2017 reuniões com os responsáveis de cada uma das casas de dispositivos médicos, procurando que ficassem definidos os apoios que passarão a garantidos às Associações para que estas possam organizar as suas reuniões científicas e que servirão de base ao estabelecimento de contratos a estabelecer com cada uma das casas da Indústria, discriminando as condições e regras deste apoio.

No final de Outubro foi realizada na sede do IPRC a habitual reunião com a Indústria, em que foi apresentada a reunião e escolhidos os espaços da exposição técnica e hospitality-suites. No final do ano estavam praticamente concluídos os principais aspectos da organização a reunião, que garantiu o apoio das mesmas casas da indústria que participaram na reunião anterior, as quais reservaram espaços na exposição técnica e/ou hospitality-suites; estão agendados dois simpósios da indústria, que tal como no ano anterior terão lugar na sala principal, antes dos almoços.


Reunião Anual da Área de Pacing

No dia 20 de Maio de 2016 teve lugar na sala de reuniões da Pousada da Serra da Estrela na Covilhã, a Reunião Anual dos Centros de Pacing 2017, organização conjunta da APAPE e IPRC. A reunião foi presidida pelo Dr. Hipólito Reis, presidente-cessante da APAPE e pelo Dr. Daniel Bonhorst, presidente do IPRC. O Dr. Victor Sanfins, Vice-presidente da direcção da APAPE para a Área de Pacing foi o responsável pela coordenação científica e elaboração do programa, tendo o secretariado e a logística sido centralizados pelo IPRC, com o apoio da empresa de eventos Xarm.

A reunião teve 61 inscrições, tendo estado representados a maioria dos centros nacionais de pacing, com o apoio das cinco firmas da Indústria de dispositivos médicos que se dedicam a esta área, os quais se fizeram representar por membros dos seus corpos gerentes e elementos dos respectivos staffs.

O programa científico caracterizou-se pela primeira vez nas reuniões de pacing por ser monotemático, debruçando-se sobre a “Terapêutica de Ressincronização Cardíaca”, que foi abordada nas suas diversas vertentes. Assim de manhã tiveram lugar duas Mesas Redondas, focando a primeira a “Selecção dos doentes” para essa terapêutica e a segunda a “Selecção dos sistemas de implantação”. A manhã foi encerrada com uma conferência sobre as “Estratégias para melhorar os benefícios da terapêutica de ressincronização” proferida pelo convidado internacional, Prof. Angelo Aurichio, vulto importante da electrofisiologia europeia, pioneiro da terapêutica de ressincronização e ex-Presidente da EHRA (European Heart Rhythm Association).

A parte da tarde iniciou-se com uma sessão de homenagem à Unidade de Pacing do Centro Hospitalar da Cova da Beira, que no próprio dia da reunião comemorava um ano da primeira implantação de um pacemaker nesse hospital. Esta unidade teve assim a oportunidade de divulgar publicamente a sua actividade durante esse ano, no campo da terapêutica das bradiarritmias. Seguiu-se uma conferência pelo Dr. Manuel Nogueira da Silva, que abordou o histórico e a situação actual da “Terapêutica de ressincronização em Portugal”, a que se seguiu uma larga discussão sobre o tema. Por fim, a reunião terminou com outra Mesa Redonda que completou a temática em discussão, abordando a “Programação e seguimento dos sistemas de ressincronização e respectivos portadores”.


Reunião Anual de Electrofisiologia

A Reunião Anual de Electrofisiologia de 2017 teve lugar no dia 25 de Novembro na Associação Comercial e Industrial de Guimarães, tendo sido, como é habitual, organizada de forma conjunta pela APAPE e pelo IPRC. A coordenação científica
pertenceu aos presidentes das duas instituições, tendo a elaboração do programa sido da responsabilidade de uma comissão integrando elementos das duas direcções. A logística da reunião foi assegurada pelo presidente e secretariado do IPRC, com o apoio da empresa de eventos Xarm. As pessoas que necessitaram de alojamento dispuseram de quartos no “Santa Luzia ArtHotel; a organização realizou ainda um jantar de confraternização no final da reunião para os participantes e acompanhantes.
Registaram-se 64 inscrições, tendo estado representados praticamente todos os centros nacionais de electrofisiologia. A realização teve o apoio de seis firmas da indústria de dispositivos médicos, tendo estado presentes vários membros dos respectivos staffs.

Da parte da manhã tiveram lugar duas Mesas Redondas, focando a primeira o “Mapeamento das arritmias ventriculares”, que abordou a metodologia utilizada nas diferentes arritmias, e a segunda as “Inovações no mapeamento”, focando os mais recentes sistemas disponíveis dentro desta tecnologia. A tarde foi iniciada por uma controvérsia sobre a “Ablação da fibrilhação auricular”, discutindo-se o papel do mapeamento nas opções terapêuticas propostas para complementar o isolamento das veias pulmonares em casos resistentes, tendo a reunião sido encerrada por uma nova Mesa Redonda sobre “O mapeamento nas arritmias supraventriculares”.

Esta reunião veio uma vez mais confirmar a importância da organização de pequenas sessões em que são abordados problemas práticos entre as pessoas que utilizam as diversas técnicas, que assim podem discutir umas com as outras aquilo que fazem no seu dia-a-dia; foi com efeito possível suscitar deste modo uma larga participação dos assistentes, que está ausente nas reuniões de maiores dimensões.


Registos Nacionais



Foi possível coligir os dados dos diversos centros da área da Arritmologia, coordenados pelos Vice-Presidentes da APAPE para o Pacing e para a Electrofisiologia, tendo o IPRC disponibilizado o seu habitual apoio.

Mantiveram-se as dificuldades na colheita de dados presentes nos anos anteriores, na medida em que alguns centros continuam a não ter meios para transmitir electronicamente os dados, por não disporem de um programa informático adequado. Os dados referentes ao ano de 2016, foram apresentados na reunião Arritmias 2017 pelos Vice-presidentes da APAPE Dr.ª Helena Gonçalves para a área de Electrofisiologia e Dr. Pedro Marques para a área de Pacing e infelizmente ainda não publicados.


PROJECTOS DE INVESTIGAÇÃO

Estudo Síncrone

Terminado o estudo, procedeu-se ao tratamento dos respectivos dados, tendo sido efectuada uma apresentação preliminar dos mesmos durante a reunião Arritmias 2017, integrada na sessão “temas em Foco 2” – Morte Súbita e Insuficiência Cardíaca – “A Experiência Portuguesa”, pela Dr.ª Sara Guerreiro, co-autora do estudo.

Foi entretanto elaborado o texto final, o qual foi submetido para publicação na Revista Portuguesa de Cardiologia em Setembro de 2017, aguardando-se a sua aceitação pelos Editores da revista.


Cursos

Por acordo entre o IPRC e a Medtronic têm sido realizados desde 2015 alguns pequenos cursos, com a duração de um dia, abordando temas relacionados com dispositivos cardíacos apresentados teoricamente da parte da manhã, sendo a tarde dedicada a aspectos práticos, baseados na utilização de simuladores.

Os cursos incluem um pequeno número de médicos (internos ou jovens cardiologistas), tendo lugar na sede do IPRC em alternância com o norte do país (em hotéis no Porto).

Durante o ano de 2017 decorreram dois cursos, tendo o primeiro tido lugar a 8 de Abril no Hotel Vinci-Porto. Abordou o tema “Cardioversores/Desfibrilhadores Implantáveis”, tendo sido coordenado pelo Dr. João Primo, o qual teve o apoio do Dr. Hipólito Reis e a colaboração dos Drs. Marco Oliveira e Helena Gonçalves. À semelhança dos cursos anteriores, foi considerado um sucesso, comprovado pelas avaliações finais expressas pelos formandos num inquérito próprio. Estiveram presentes 12 médicos, todos Internos de Cardiologia.

Tendo surgido vários pedidos nesse sentido, o curso do Norte foi repetido no mesmo local e com os mesmos coordenadores, no dia 21 de Outubro de 2017.

Bolsas de Formação

Numa Assembleia-geral do IPRC em 2016 foi decidido recomeçar a atribuição da Bolsa Anual de Formação em Electrofisiologia, na sequência do que foi reformulado o seu regulamento e procurados apoios junto da indústria para o seu financiamento.

Este processo tem sido complexo, mas com a intervenção do Prof. Mário Oliveira, Presidente da APAPE, foi possível durante o ano de 2017 remover as dificuldades existente e obter apoios necessários para se poder abrir as candidaturas para uma Bolsa, ainda em 2017 (aceite proposta de rotação entre as Casas da Indústria de Dispositivos).

A APAPE e o IPRC abriram assim durante o mês de Dezembro de 2017 as candidaturas para uma bolsa bianual, que deverão encerrar a 15 de Janeiro de 2018, estando designado um Júri para apreciar as candidaturas, esperando-se que seja possível anunciar a vencedora durante a reunião Arritmias 2018.

Na sequência da reformulação do projecto inicial de uma Bolsa Luso-brasileira, encabeçado pelo IPRC e Sobrac, foi aceite um estagiário brasileiro num centro português durante um ano, estando a decorrer os procedimentos para a atribuição de uma segunda bolsa.

Apoio bibliográfico

O IPRC manteve em 2017 o seu serviço de apoio bibliográfico, dirigido aos seus sócios, aos sócios da APAPE e a outros cardiologistas diferenciados em arritmologia. No âmbito deste serviço, são disponibilizadas por mail cópias de artigos científicos constantes de uma lista de revistas de referência desta área, anunciado no site do IPRC.

Tendo os sócios do IPRC acesso às palavras passe, não é possível monitorizar o número de consultas, que, no entanto, parece ser significativo. Pretende-se melhorar a divulgação deste serviço junto de outros médicos, sobretudo dos sócios da APAPE.

Patrocínios científicos

O IPRC manteve em 2017 o seu patrocínio científico ao programa de Desfibrilhadores Externos Automáticos (DEA) de Guimarães, centralizado pelo Dr. Vítor Sanfins e apoiado Rotary Clube de Guimarães, o primeiro a ser implementado oficialmente no país após a publicação da legislação nesta área.


Site do IPRC

Em 2017, com a colaboração da web-designer Vanessa Krithinas, o site do IPRC manteve a imagem gráfica definida nos anos anteriores, com algumas melhorias pontuais. Manteve-se sempre actualizado o conteúdo informativo sobre as iniciativas do IPRC, nomeadamente as reuniões e cursos por ele organizados, assim como através da rubrica “Arritmologia Portuguesa no Mundo” em que se procurou divulgar a actividade científica nacional no campo das arritmias. Com o apoio da sócia do IPRC Dr.ª Katya Reis Santos, tem sido possível coligir de forma sistemática a participação em temas de aritmologia de autores portugueses nas em reuniões internacionais mais importantes. Infelizmente, por falta de colaboração dos centros, não tem sido possível obter dados sobre as publicações dos centros nacionais de arritmologia em revistas estrangeiras de referência.


Disponibilização das instalações

Durante o ano de 2017, foram realizadas na sede do IPRC diversas reuniões relacionadas com as suas actividades correntes, nomeadamente organização de eventos como a reunião anual de arritmias ou as reuniões de pacing e electrofisiologia.

Tal como habitual, teve lugar na sede do IPRC em finais de Outubro a reunião com a indústria para apresentação da reunião “Arritmias 2017” e escolha dos espaços na exposição técnica.

O IPRC manteve a disponibilização das suas instalações para a realização de reuniões da indústria ou das unidades de arritmologia que o desejarem, mas o espaço continua subaproveitado.


Relações com outras instituições

Para além da relação privilegiada com a APAPE, o IPRC manteve ligações com a “Fundação Portuguesa de Cardiologia – Secção Norte” e com a Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDIs (APPPC), tendo elementos da direcção desta última sido convidados pela Direcção do IPRC para estarem presentes na reunião “Arritmias 2017”.