PLANO DE ACTIVIDADES 2016

O IPRC deverá, em termos gerais, manter durante o ano de 2016 a linha de orientação que o tem norteado desde a sua fundação, há já mais de 10 anos. Será de esperar que as suas actividades continuem a deparar com as mesmas limitações que as têm afectado nos últimos anos, nomeadamente uma redução significativa do apoio da indústria, quer no respeitante aos donativos, indispensáveis para que o Instituto possa sobreviver, quer no nível de participação na reunião anual de arritmias (traduzido sobretudo pela acentuada diminuição do número de laboratórios da indústria farmacêutica participantes, agora reduzido a três casas).

Pretende-se melhorar a coordenação com a direcção APAPE, na base do protocolo de colaboração estabelecido entre as duas instituições, de modo a poder-se beneficiar de forma mais eficiente da estrutura e meios disponíveis no IPRC, que o tornam mais apto a assegurar os aspectos logísticos e organizacionais de reuniões científicas, cursos, registos, ensaios e outras actividades.

Neste contexto e como habitual, o aspecto mais relevante da colaboração das duas instituições continuará a ser a organização da reunião anual conjunta de arritmias, que será designada no próximo ano por “Arritmias 2016” e cuja preparação foi iniciada em meados do ano anterior. Apesar das dificuldades apontadas, espera-se que esta reunião mantenha o seu habitual nível científico e que uma vez mais constitua o local de encontro e da troca de informações de todos os que se dedicam directa ou indirectamente aos problemas do ritmo cardíaco. O evento está agendado para 19 e 20 de Fevereiro de 2016, tendo uma vez mais sido seleccionado para local da reunião o Hotel Cascais Miragem, que apesar de ter elevado os seus preços, continua a oferecer excelentes condições para um evento deste tipo.

Devido à flexibilidade permitida pelas suas condições de funcionamento, o IPRC continuará a superintender todos os aspectos logísticos da reunião, uma vez mais com o apoio de uma firma especializada em eventos, centralizando nomeadamente as relações com a indústria de equipamentos médicos e farmacêutica. Serão assim englobados na sua esfera de acção, itens como a gestão dos aspectos económicos da reunião, o contrato e demais relações com o hotel, a organização dos espaços alugados, incluindo a estrutura e decoração das salas de sessões e da exposição técnica, o secretariado da reunião nos seus diversos aspectos, a gestão das listas de convidados e participantes, as refeições e coffe-breaks, a organização da sessão de posters (que será mais uma vez electrónica) e ainda os aspectos da imagem gráfica da reunião e sua aplicação à decoração dos espaços, aos cartazes, ao programa e às sinalizações.

No segundo semestre do ano deverá iniciar-se a organização da reunião conjunta de arritmias para 2017, que terá lugar como é habitual durante o mês de Fevereiro num local a designar, em princípio no norte, provavelmente na região do Porto. A direcção do IPRC integrará a Comissão Organizadora, participando como habitual no planeamento da reunião, a começar pela escolha do local e data, elaboração do programa científico, anúncio da reunião à indústria e aos centros de arritmologia, contratos com a firma de eventos e com o hotel e outros aspectos logísticos, reunião com a indústria e demais contactos com esta, a fim de serem definidos os modos de colaboração com a organização.

O IPRC irá em 2016 em colaboração com a APAPE, participar na organização dos outros dois eventos anuais de dimensão mais limitada (reuniões de pacing e de electrofisiologia). O IPRC colaborará como habitualmente na organização destas duas reuniões, previstas para finais de Maio e de Novembro, integrando a sua comissão organizadora, divulgando-as junto dos centros nacionais e centralizando os seus aspectos logísticos, incluindo a gestão das inscrições, a reserva dos hotéis, a obtenção de apoios e subsequentes contactos com a indústria.

Na sequência da organização pelo IPRC de pequenos cursos para internos e jovens cardiologistas sobre temas de arritmologia em Novembro de 2014 (Introdução aos CDIs) e Janeiro de 2915 (Introdução ao Pacing Cardíaco), pretendemos que haja sequência em 2016, com organização de novos cursos sobre os mesmos ou outros temas, sempre com a mesma formatação (duração de um dia, predomínio do componente prático e número limitado de inscrições). Pretende-se por outro lado concretizar-se em 2016 a ideia de uma extensão destes cursos à região norte, na sequência de contactos já feitos colegas da APAPE dessa região.

Relativamente aos projectos de investigação em curso, centralizados pelo IPRC, o estudo/registo de assincronia ventricular em Portugal (“estudo Síncrone”), acabou por se estender por grande parte do ano de 2015, dada a falta de colaboração de vários centros na introdução dos dados do follow-up dos mais de 500 doentes incluídos. Visto haver já na base-de-dados, material suficiente para se poder proceder ao seu tratamento, análise estatística e publicação, parece-nos que deveríamos avançar nesse sentido em 2016, desde que fosse possível mobilizar um grupo de trabalho para esse efeito, ou arranjando suporte financeiro para se poder encomendar esse trabalho a uma firma especializada (como a “Key-point”).

O IPRC manterá o seu apoio à APAPE na recolha e publicação dos dados dos registos de electrofisiologia e pacing. Esse trabalho deverá continuar a ser centralizado pela APAPE, a qual deverá esforçar-se para obter os meios para que se possa estender a todos os centros o sistema informatizado para recolha e envio de dados, o que seria útil para os centros e facilitaria imenso a recolha dos dados.

A direcção do IPRC pretende durante o ano de 2016 manter o seu serviço de apoio bibliográfico, com base na actual lista de revistas assinadas, limitada genericamente às da área da arritmologia, electrofisiologia e pacing. Tendo os sócios do IPRC acesso às palavras-passe, não é possível monitorizar o número de consultas que no entanto nos parece ser significativa, mantendo-se esporádicos os pedidos de artigos por outros médicos, nomeadamente pelos sócios da APAPE. Pretende-se uma vez mais insistir, não só no site do IPRC mas também através dos órgãos da APAPE, na divulgação deste serviço que nos parece de potencial utilidade.

Após a renovação praticamente total da estrutura e grafismo do portal do IPRC, pretende-se manter sempre actualizados os seus conteúdos, particularmente a rubrica “A Arritmologia Portuguesa no Mundo” que divulga a intervenção de aritmologistas portugueses em reuniões internacionais e pretende divulgar também todas as publicações nacionais nesta área em revistas internacionais indexadas Neste último ponto temos tido algumas dificuldades, pois depende da informação que tem de nos ser fornecida pelos próprios autores. Para dinamizar esta actividade e manter actualizadas as listagens contámos desde meados de 2015 a colaboração da sócia do IPRC Dr.ª Katya Reis Santos, que se deverá manter no ano de 2016 e seguintes. Para além da carta já enviada aos centros, pretendemos durante o próximo ano insistir na divulgação desta nossa actividade, de modo a obter uma maior colaboração, visto pensarmos que será importante não só para as próprias unidades como para a arritmologia nacional.
Em 2016 pretende-se continuar a modernização do site, aproveitando as novas funcionalidades introduzidas, sobretudo nos seus aspectos interactivos, dinamizando a possibilidade já existente de médicos e doentes poderem fazer perguntas ou comentários através do portal.

O IPRC manter-se-á disponível para patrocinar, se tal for solicitado, reuniões científicas, cursos, simpósios ou outras iniciativas dentro do âmbito da sua área de interesse, que considere terem validade científica. Nesse sentido manter-nos-emos como patrocinadores e consultores científicos do Programa de Desfibrilhadores Externos Automáticos (DAEs) de Guimarães, ao qual continuaremos a dar apoio para o prosseguimento dessa importante iniciativa.

Relativamente às Bolsas de Formação em Electrofisiologia, o IPRC teve de suspender desde 2103 a abertura de novas candidaturas, devido à perda do apoio financeiro que tinha por parte da indústria. Não tendo sido possível em 2014 e 2015 obter financiamento para este tipo de iniciativas, continuaremos em 2016 a desenvolver diligências para se conseguir obter meios para podermos atribuir pelo menos uma bolsa.

Pretende-se manter relações com a Fundação Portuguesa de Cardiologia, nomeadamente a Secção Norte, assim como com a Associação Portuguesa da Portadores de Pacemakers e CDIs.

Tal como nos anos anteriores, o IPRC tentará promover uma maior utilização das suas instalações para reuniões próprias, cursos, encontros internos de centros de arritmologia ou de outras associações médicas, ou ainda das casas da indústria, para promover os seus produtos junto dos arritmologistas.